Aterro Zero — coprocessamento de resíduos: o que é e como funciona? Entenda aqui!

Encontrar as melhores soluções para os resíduos da empresa é uma medida responsável e indispensável para a longevidade do seu negócio. Temos uma legislação severa sobre esse tema, e o descumprimento das normativas pode resultar em multas e processos contra a corporação. Porém, mais do que isso, é necessário observar que a sustentabilidade já não é mais uma escolha, ela se tornou uma necessidade para as organizações, devido ao cenário global de complicações climáticas e ecológicas. 

Para o gerenciamento de resíduos já há alternativas que associam responsabilidade ambiental, sustentabilidade e produtividade. O coprocessamento de resíduos é um exemplo disso.

Neste conteúdo especial vamos apresentar diversos aspectos relacionados ao coprocessamento, mostrando como ele pode ser uma alternativa positiva e mais nobre que o aterramento. Continue acompanhando para aprender mais sobre o assunto!

O que é coprocessamento de resíduos?

O coprocessamento de resíduos é o processo em que o resíduo é queimado em um forno apropriado e no qual há reaproveitamento de materiais, como matéria-prima ou fonte de energia. Ou seja, há uma integração entre a combustão de material descartado com o processo produtivo de outro recurso industrial. A indústria de cimento é o exemplo mais conhecido em que essa prática pode ser utilizada, porém cada vez mais setores investem em pesquisas para que possam aproveitar-se desse processo.

Como o coprocessamento de resíduos funciona?

Os resíduos passam por uma técnica denominada blendagem, que é a junção dos materiais até que eles se tornem uma mistura homogênea. Isso é muito importante porque o conteúdo final produzido precisa apresentar qualidade e desempenho operacional para ser usado como matéria-prima ou fonte de energia. 

Depois, os resíduos são aquecidos em fornos especiais, a temperaturas maiores que 800°C, podendo atingir até 1500°C. Nesse processo, ocorre a destruição física e o aproveitamento do poder calorífico dos resíduos, gerando ganhos econômicos.

Podemos citar como materiais que podem ser coprocessados: colas, tintas, serragem, pneus, restos vegetais, solos com contaminação, lodos de estação de tratamento de esgoto, graxa, resíduos da siderurgia. Enfatizamos, ainda, que há proibições em relação a materiais radioativos, hospitalares, pesticidas, explosivos e corrosivos, além de resíduos domésticos brutos.

Qual é a importância do coprocessamento de resíduos?

O coprocessamento é uma ótima oportunidade para dar uma destinação mais nobre a resíduos que, durante sua cadeia de descarte, não encontraram soluções técnicas ou economicamente viáveis para serem reaproveitados, reutilizados ou reciclados. É uma forma de dar destinação adequada e útil para um inservível que poderia gerar prejuízo se fosse depositado no meio ambiente. Isso evita sanções da lei, permitindo que a empresa caminhe em regularidade com as normativas estatais, sem precisar simplesmente dispor seus resíduos em aterros que levarão décadas para reverter o passivo ambiental.

Destacamos, também, que o coprocessamento permite diminuir a utilização dos combustíveis naturais não renováveis, além de ser um destino seguro para boa parte de resíduos de alta periculosidade.

Qual é a destinação final desses resíduos?

Os resíduos no coprocessamento podem ser destinados para compor matéria-prima. Caso os materiais tenham alto potencial energético, é possível utilizá-los como fonte de energia no processo produtivo de outros recursos.

O que a legislação diz a respeito do coprocessamento de resíduos?

Há várias legislações do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em relação ao coprocessamento de resíduos. A Resolução Conama n° 264, de 1999, especifica os procedimentos e as exigências para o coprocessamento de resíduos, delimitando, juntamente, os critérios para licenciamento de fornos de clínquer da produção de cimento para a realização desse processo. Ela também apresenta as normativas que a produção de cimento tem que obedecer em todo o fluxo produtivo, para que o coprocessamento possa ser realizado. 

A Resolução Conama n° 316, de 2002, define critérios para o funcionamento dos sistemas de aquecimento dos materiais. Já a Resolução Conama n ° 258, de 1999, delimita os princípios necessários para o manejo adequado de pneus, definindo a necessidade da responsabilidade compartilhada dos envolvidos no processo.

Além do aparato já existente, a cada dia discutem-se novas leis, normas e resoluções para desburocratizar essa tecnologia, sem prejuízos ambientais.

Como esse processo surgiu no Brasil?

O coprocessamento de resíduos surgiu no Brasil em época de recessão econômica, com as crises mundiais de petróleo, no final da década de 1980. As indústrias de cimento começaram a buscar alternativas para manter a produtividade e minimizar custos diante do cenário desfavorável. Foi em 1990, nas cimenteiras do município de Cantagalo, no estado do Rio de Janeiro, que começou a ser realizado o coprocessamento. Devido ao sucesso da prática, ela foi disseminada pelo território nacional.

Quais são os cuidados necessários no coprocessamento de resíduos?

Em relação ao processo como um todo, é essencial destacar que as empresas envolvidas devem investir em saúde e proteção do trabalhador, com capacitações e uma estrutura de trabalho segura e adequada. O pré-tratamento deve ser efetivado com o máximo de qualidade, pois falhas podem resultar em emissões indesejáveis de substâncias com cloro e metais pesados. No caso do coprocessamento de pneus por exemplo, tem-se um grande problema ambiental. Se o enxofre, utilizado na vulcanização da borracha, for proveniente de minérios sulfetados, poderá ocorrer contaminação por arsênio devido à volatilização causada pela elevada temperatura do forno.

A estratégia ideal para lidar com os resíduos da empresa com segurança, sustentabilidade e obediência às normas, é contar com o apoio de uma empresa especializada. Isso garante um destino ecologicamente correto e positivo para os resíduos da corporação.

Outro ponto a se destacar é o cuidado no manuseio e na armazenagem, sempre investindo nas medidas de segurança para a equipe. Em parceria com uma organização credenciada e com ampla expertise no assunto, é possível ter tranquilidade com relação aos descartes do empreendimento.

O coprocessamento de resíduos é uma alternativa sustentável, apoiada em legislação. Ele é orientado por diversas normativas e critérios, sendo uma ótima oportunidade para a destinação de rejeitos sem deposição deles no meio ambiente. O processo também é favorável para reduzir a utilização de aterros, contribuindo para a maior longevidade desses espaços e menor impacto ambiental.

Destacamos que, para ter sucesso no coprocessamento de resíduos, o ideal é contar com o apoio de gerenciadores especializados em toda cadeia, desde a classificação do resíduo até sua chegada no local de queima, pois nem todos materiais podem ser encaminhados para esse destino e todo o processo requer controle. A medida contribui para um manejo sustentável, com segurança, qualidade e, muitas vezes, proporciona rentabilidade e economia.

Gostou de aprender sobre o coprocessamento de resíduos? Aproveite e entre em contato com a Reúsa! Teremos prazer em ajudar na gestão dos resíduos da sua empresa!

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