O que é logística reversa e como a REÚSA incorpora em seus processos?

As atividades humanas têm gerado grandes impactos diretos no clima do planeta e no meio ambiente, trazendo consequências negativas visíveis. Uma forma de amenizar esses problemas nas empresas é investir em sustentabilidade, sendo a logística reversa um exemplo de ação que tem alcançado importantes resultados.

Isso porque, por meio dela, é possível proporcionar um compromisso ambiental entre as empresas e os seus consumidores. Após cada produto ser consumido, o cliente pode retorná-lo para o fabricante, a fim de estabelecer um descarte adequado.

Para entender um pouco mais sobre o assunto, convidamos o Diretor da REÚSA — Paulo Henrique Bellingieri — a trazer informações específicas sobre esse conceito e os seus diferenciais. Continue lendo e confira!

O que é a logística reversa e como funciona?

A logística reversa é uma ação que administra e controla o retorno referente aos diversos materiais pós-consumo para o seu local de origem. Os objetivos são a valorização do resíduo geral, o descarte apropriado do produto, o reaproveitamento ou a reciclagem, além da preservação ambiental. Essa definição está estabelecida na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), conforme a Lei Federal 12.305/2010.

Dessa forma, o processo se inicia quando o produto deixar de ser utilizado pelo consumidor, e a empresa o recolhe para ser usado de outra forma, seja reinserindo na cadeia produtiva, seja reciclando ou descartando em local apropriado.

Quais são os tipos de logística reversa?

De acordo com o ciclo de vida do produto, a logística reversa pode ser empregada de três formas com o intuito de fazê-lo voltar ao local de origem e contribuir para a preservação do meio ambiente, tais como:

pós-venda — é aquela onde o consumidor devolve o produto à cadeia de distribuição com pouco uso, ou antes de ser utilizado, por questões comerciais, arrependimento ou defeitos de fabricação;

pós-consumo — acontece quando os produtos são descartados depois de utilizados, por exemplo, embalagens, sendo devolvidos por meio de empresas recolhedoras de descartáveis ou postos de coletas para serem reutilizados, reciclados ou desmanchados;

reuso — é o processo que acontece após o produto ser utilizado pelo consumidor e colocado para revenda, por exemplo, imóveis, automóveis e livros.

Quais são as principais aplicações e como incorporar?

Umas das principais aplicações da logística reversa são no setor do pós-consumo de embalagens. Porém, outras áreas também devem contar com esse tipo de sistema em seus produtos, como os fabricantes, distribuidores, importadores e comerciantes de pilhas e baterias, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, pneus, produtos eletroeletrônicos, entre outros.

Segundo o diretor Paulo Henrique Bellingieri, para incorporar a logística reversa, primeiramente, é preciso que a empresa tenha uma política de trocas e devoluções bem definida. Assim, deve estabelecer os tipos de produtos que serão incorporados e as condições que eles devem apresentar nesse processo.

Outro ponto importante é o treinamento da equipe, para que ela possa compreender o funcionamento do processo e saber quando aplicar a logística reversa de forma correta, a fim de praticar um atendimento eficaz.

Quais são os principais termos de compromisso firmados com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente?

“O termo de compromisso é um acordo firmado entre a Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo e os fabricantes, distribuidores ou comerciantes para o estabelecimento do Sistema de Logística Reversa”, afirma Paulo Henrique Bellingieri. Diante disso, a organização que pretende fazer parte desse sistema precisa associar-se a uma entidade responsável por estabelecer o termo de compromisso de logística reversa, como Ciesp, sindicatos ou associações.

Como é feita a comprovação da logística reversa pela nota fiscal?

Por meio dos certificados de reciclagem (CRE) é feita a comprovação da logística reversa. De acordo com o Paulo Henrique Bellingieri, em geral, os CRE se destinam para a logística reversa de embalagens pós-consumo, tendo o seu maior enfoque, embora esse seja apenas um dos inúmeros resíduos que se aplicam ao sistema de logística reversa. Desse modo, os certificados de reciclagem são referidos diante da comprovação da inserção dos materiais em novos ciclos produtivos, feitos pelos operadores e pelas empresas recicladoras, via notas fiscais.

De que forma a REÚSA aplica a logística reversa em seus processos?

“A REÚSA tem mapeado todos os diferentes tipos de resíduos gerados nos diversos setores industriais e de serviços, e todos os diferentes processos de recuperação, reciclagem, reaproveitamento viáveis em nossa área de atuação”, afirma o diretor da REÚSA, Paulo Henrique Bellingieri. Essa condição permite utilizar os resíduos gerados como inserção nos compostos para a matéria-prima, possibilitando novos processos e diferentes produtos.

Quais são os seus diferenciais em relação aos concorrentes?

A REÚSA é uma empresa consagrada no mercado, pois oferece a melhor e mais completa solução para as questões relacionadas ao resíduo. Isso porque ela atua na priorização das destinações finais para agregar valor às sobras de materiais, como forma de manter reutilizados nos processos produtivos ou encaminhá-los de maneira nobre.

Além disso, Paulo Henrique Bellingieri afirma: “para encontrar a melhor solução para cada cliente, nós contamos com uma equipe técnica multidisciplinar e especializada na gestão total de resíduos”. Atualmente, a REÚSA é a única empresa das regiões de Ribeirão Preto, Araraquara, São Carlos e Franca, certificada para operar sistema de logística reversa de embalagens em geral e emitir os certificados de reciclagem.

A REÚSA está homologada para ser operador logístico do sistema de logística reversa em embalagens em geral? Qual é a importância disso?

Sim, a REÚSA prioriza a valorização dos resíduos e é uma empresa homologada pela FIESP, como operadora de sistema de logística reversa de embalagens em geral, fornecendo aos nossos clientes o certificado de reciclagem de embalagens (CRE)” — segundo o diretor da REÚSA, Paulo Henrique Bellingieri.

Conforme estabelecido na DECISÃO DE DIRETORIA Nº 114/2019/P/C, de 23 de outubro de 2019, para todas as organizações que têm como obrigatoriedade fazer a logística reversa, essa certificação é fundamental.

Quais são os tipos de embalagens para a logística reversa?

Descartada diariamente em grandes quantidades, as embalagens se tornam uma das melhores opções para fazer a logística reversa, mas desde que estejam devidamente limpas e sem contaminação. Dentre os tipos de embalagens mais utilizados, podemos citar: vidro, metálicos, madeiras e os mais diversos plásticos, como polietileno de alta densidade (HDPE), polietileno tereftalato (PET), polipropileno (PP), polietileno de baixa densidade (LDPE).

Quais são as vantagens da sua aplicação?

Na prática, a logística reversa pode ser bastante desafiadora, mas as inúmeras vantagens que ela pode trazer deixam as empresas bastante interessadas, tais como:

  • diminuição do uso de matérias-primas e redução dos contaminantes na água e no solo;
  • reaproveitamento de resíduos na cadeia produtiva;
  • redução dos custos de produção;
  • aumento da vida útil de aterros sanitários;
  • maior competitividade da empresa no mercado, tendo em vista a adoção de uma prática sustentável e a preservação do meio ambiente;
  • fortalecimento socioambiental;
  • adequação ao cumprimento da fiscalização e às normas.

O que ocorre se as empresas não implementam a logística reversa?

Em diversos segmentos de empresas, a implementação da logística reversa é obrigatória. Neste caso, diante de um cenário de descumprimento da lei, as organizações podem sofrer punições, pagando multas altas e ainda ter suas operações interrompidas pela perda de licença de funcionamento.

Como a sustentabilidade pode auxiliar na estratégia do negócio?

A organização que conta com a sustentabilidade como um de seus objetivos torna-se competitiva no mercado e é bem-vista diante de seus consumidores e fornecedores, devido à credibilidade na geração de mercadoria ambientalmente correta.

Além disso, a implementação de uma logística reversa como uma ação sustentável traz benefícios para o meio ambiente e para sociedade. Por isso, ela vai muito além do cumprimento de leis, já que sua movimentação positiva abrange diversos setores.

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