Como criar um plano para otimizar a gestão de resíduos industriais?

Atualmente, o ser humano é extremamente dependente das indústrias e de seus produtos. A partir do momento em que deixamos de utilizar somente os meios de produção manuais e partimos para as fabricações em massa realizadas nas organizações, nos tornamos totalmente dependentes de seus processos, dado que quase tudo o que consumimos provêm deles. Contudo, essa dependência impõe riscos ao meio ambiente, principalmente no que diz respeito aos resíduos industriais.

Devido à elevada demanda do público por produtos, as empresas e indústrias em geral têm produzido cada dia mais e, consequentemente, a quantidade de resíduos derivados dos processos aumentaram. Esse cenário gera a necessidade urgente de uma gestão de resíduos, que deve acontecer por diversos motivos, não se limitando apenas a seguir a legislação. O gerenciamento correto dos resíduos se torna uma estratégia, já que promove a imagem da empresa, gerando vantagens com relação aos concorrentes.

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você entenda como criar um plano de gestão de resíduos industriais, a fim de melhorar o gerenciamento e se tornar uma referência no mercado. Continue lendo e confira!

Como criar o plano de gestão industrial?

Para criar um plano de gestão de resíduos industriais é preciso compreender as legislações ambientais. Afinal, cada setor da indústria trata de uma atividade específica e e com processos distintos. Por isso, existem normas para regularizar e direcionar a gestão dos resíduos gerados.

O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) é um órgão do governo que faz esse direcionamento, propondo e criando normas para incentivar gestões adequadas em prol do meio ambiente. Dessa forma, o plano de gestão de resíduos deve se basear em todas as variáveis envolvendo cada material, seja ele orgânico, eletrônico, metálico, inorgânico ou qualquer outro. Esse processo envolve algumas etapas, tais como:

Fazer um estudo dos resíduos gerados

Uma etapa fundamental no processo da gestão de resíduos industriais é fazer um estudo do que é gerado. Isso significa, basicamente, fazer uma identificação minuciosa da composição de cada resíduo. Essa avaliação deve ser baseada no processo gerador e nas características dos componentes. Assim, é possível ter o conhecimento real sobre a situação na qual a indústria se encontra, diagnosticando os pontos negativos e positivos para, posteriormente, começar as implantações de melhorias na gestão.

A análise de resíduos perigosos e não perigosos (sejam eles inertes ou não) deve ser feita neste estudo. A avaliação dos pontos importantes inclui a identificação de quais processos industriais geram mais resíduos, como também a quantidade produzida, a fim de desenvolver uma ação mais efetiva para reduzi-los.

De acordo com a ANTT 5232, o transporte deve ser apropriado para o resíduo gerado. A coleta também deve ser realizada conforme a classificação e a quantidade. Além disso, é importante verificar a possibilidade de transformar ou tratar os resíduos. Caso não seja possível, o descarte deve ser feito em lugares adequados para diminuir o impacto ambiental.

Definir as metas e ações que devem ser implementadas

A ideia de implantar um sistema de produção ecologicamente correto é fundamental para o controle de resíduos. Se a sua empresa tem um sistema de produção ecológico, certamente a quantidade de resíduo gerada será menor, assim como os gastos com o gerenciamento.

As boas intenções são interessantes para a moral da empresa, mas sem um planejamento prévio, qualquer ideia implantada resultará em erros e possíveis danos futuros. Por exemplo, se você deseja reutilizar sobras de um material em outro processo, é preciso analisar se esse material remanescente é compatível com o procedimento de interesse. Caso contrário, poderá resultar em grandes perdas para a indústria.

Para isso, é imprescindível realizar um bom planejamento estratégico. Todas as ideias e conceitos devem ser analisados. A indústria deve colocar no papel todos os seus principais objetivos. Com eles definidos, deve-se iniciar um intenso estudo dos processos, a fim de definir qual é a melhor solução para aquele resíduo.

Classificar e caracterizar os resíduos

Além de fazer o estudo dos resíduos, os processos de classificar e caracterizar também são essenciais para a gestão. A classificação dos resíduos é regida pela norma da ABNT, NBR 10.004/04 e nela, eles são divididos de acordo com suas classes de risco. A primeira classificação é chamada de Resíduos de Classe I, que são os perigosos por apresentarem características como toxidade, corrosividade, inflamabilidade, patogenicidade e reatividade.

A segunda classificação é chamada Classe II A, que engloba os resíduos não inertes, caracterizados por exibirem propriedades de combustibilidade, serem solúveis em água ou biodegradáveis. A Classe II B é a terceira classificação, na qual se encontram os resíduos inertes, ou seja, aqueles que não sofrem transformações físicas, químicas ou biológicas, não modificando a sua composição.

Com relação à caracterização dos resíduos, ela deve ser realizada analisando-se três pontos. O primeiro ponto a ser analisado é a origem. É necessário observar de qual processo produtivo o resíduo provém e as suas características físicas como odor, aspecto, grau de heterogeneidade e estado físico. O segundo ponto são suas características químicas como corrosividade, reatividade, toxicidade etc. O último ponto é a destinação mais adequada. A partir dos aspectos analisados, deve-se decidir o tipo de tratamento que o resíduo irá receber (coprocessamento, incineração, oxidação, redução, destilação ou se terá como destino um aterro). 

Um processo que tem extrema eficiência nesses cenários é o que envolve os resíduos pós-consumo. Essa área é chamada de logística reversa e visa encontrar um meio de reaproveitar as embalagens de determinado produto após seu consumo pelo cliente.

Isso ajuda a empresa tanto a reaproveitar material quanto a trabalhar com a reciclagem. Entretanto, para que isso ocorra de maneira efetiva, é necessário que todos os setores de logística entrem em concordância, a fim de que a qualidade das próximas embalagens seja mantida e os meios de coleta sejam seguros e eficazes.

A gestão de resíduos industriais e um ideal de fabricar produtos sustentáveis certamente serão os passos corretos para a empresa produzir melhor, ter uma melhor visibilidade pelos consumidores, lucrar em cima da sustentabilidade e, claro, contribuir com a recuperação e preservação do meio ambiente.

Se realizada minuciosamente, abordando todos os pontos necessários, visualizando os possíveis cenários e utilizando de maneira efetiva seus recursos, certamente o resultado esperado será atingido. Contudo, muitas vezes, isso não é possível de ser realizado pela indústria devido à dificuldade de operacionalização e otimização do processo de gestão. Por isso, existem as organizações destinadas à gestão de resíduos industriais. Somente com a contratação de uma empresa especializada no ramo é possível atingir 100% dos resultados almejados, devido ao alto conhecimento das mesmas na área requisitada.

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