Conheça quais são os resíduos perigosos e qual a melhor forma de fazer sua gestão agora mesmo!

Definir quais são os resíduos perigosos e suas características físico-químicas é um processo muito desafiador. Afinal, a periculosidade depende de uma série de propriedades dos materiais, sendo necessário escolher quais delas apresentam um maior risco para a saúde humana e para o equilíbrio ambiental. Para isso, foi criada a NBR 10.004, a qual traz os princípios gerais e as classificações necessárias para regulamentar o tema.

Nela, os rejeitos são divididos em duas classes, a I (perigosos) e a II (não perigosos). Esta última se subdivide ainda em IIA (não inertes, ou seja, que reagem com o meio) ou IIB (inertes). Para isso, são analisadas várias características, sendo as principais a inflamabilidade, a corrosividade, a reatividade, a toxicidade e a patogenicidade. Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe!

O que é considerado um resíduo perigoso? Quais os principais?

Um resíduo perigoso é aquele que coloca em risco a integridade física e a saúde humana, assim como pode comprometer o equilíbrio ambiental. Os efeitos adversos podem ocorrer desde imediatamente pela exposição única até décadas depois, devido à exposição prolongada a pequenas quantidades.

Tudo isso é considerado em uma gradação de 0 a 4. “0” é o risco presente na maioria dos materiais, e “4” representa uma elevada chance de ocorrência ou uma maior gravidade para aquele critério. Atualmente, há uma sinalização padrão em quatro cores para a classificação de risco, feita após uma perícia especializada.

Risco de incêndio — cor vermelha

Avalia a inflamabilidade do material, isto é, a sua capacidade de entrar em combustão em cada temperatura. A gradação é a seguinte de acordo com a temperatura a partir da qual a substância pegaria fogo e manteria a chama:

  • 0 — não queimará (acima de 93º Celsius);
  • 1 — não inflamável (abaixo de 37,8º Celsius)
  • 2 — combustível (abaixo de 37,8º Celsius)
  • 3 — inflamável (abaixo de 37,8º Celsius)
  • 4 — extremamente inflamável (abaixo de 22º Celsius).

Reatividade — cor amarela

Representa o risco de o resíduo interagir com seu entorno e causar reações com alta liberação de energia na seguinte gradação:

  • 0 — estável/não reage
  • 1 — instável sob calor;
  • 2 — reage violentamente;
  • 3 — choque e calor podem detonar;
  • 4 — pode detonar.

Risco à saúde — cor azul

Pelos critérios de patogenicidade e de toxicidade, os materiais são graduados da seguinte forma:

  • 0 — normal;
  • 1 — levemente perigoso;
  • 2 — perigoso;
  • 3 — muito perigoso;
  • 4 — mortal.

Riscos específicos — cor branca

Nesse espaço, deverão constar os símbolos dos riscos específicos de acordo com legislação própria, as características e os cuidados essenciais, como:

  • oxidante;
  • ácido;
  • álcalis;
  • corrosivo;
  • radioativo;
  • não use água.

Como e por que cumprir as normas regulamentadoras da gestão de resíduos perigosos?

Os cuidados para manipulação e armazenamento variam devido às propriedades de cada material, não havendo uma regra geral. Por exemplo, no caso de rejeitos hospitalares, as máscaras e luvas são essenciais. Para o material radioativo, é preciso vestir uma paramentação específica. Mesmo assim, seguir a norma é essencial, trazendo os seguintes benefícios:

  • responsabilidade social — é o cuidado para garantir o desenvolvimento da comunidade que vive ao entorno, com os trabalhadores e da população geral. Hoje em dia, é um valor incorporado ao mundo jurídico e muito valorizado pelos consumidores;
  • proteção ambiental — é o compromisso para a manutenção da biodiversidade e da integridade dos ecossistemas. Além de ser cada vez mais demandada pelo público comercial, garante o crescimento econômico nos próximos anos;
  • compliance jurídico — é o cumprimento das leis e regulações de forma substancial a fim de prevenir sanções dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

As regras da NBR 10.004 para a identificação e classificação de resíduos perigosos são muito complexas. Por esse motivo, muitas empresas acabam descumprindo alguns pontos da legislação por desconhecimento técnico. Então, é imprescindível contar com uma consultoria/gestora especializada no assunto, a qual estará atualizada com os principais detalhes de cada norma para cada setor.

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